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Segredos da largada aos calçados e bebidas

19/11/2008 14:23:15

Marcel Merguizo
Em Tutóia (MA)

O Mundial de Corrida de Aventura está recheado de segredos. Primeiramente, foi o local da largada, às margens dos Lençóis Maranhenses. Somente um dia antes do início da competição as equipes tiveram, oficialmente, a confirmação do local. Ontem, largaram rumo ao Piauí, depois Ceará, em uma prova que vai durar 520km e cerca de cinco dias, ao todo.

As 60 equipes de 19 nacionalidades diferentes largaram na Praia do Amor, em Paulino Neves (MA), em meio a dunas, em um trekking que durou 28km. As líderes do primeiro dia foram a francesa Quechua e a uruguaia Trek. No segundia dia, o desafio será remar no Delta do Parnaíba (PI).

Entre as equipes brasileiras, uma das favoritas é a Oskalunga, melhor colocada entre as equipes nacionais no Ecomotion 2007 (sétimo lugar). E o segredo do sucesso para este ano é ter vários segredos: das roupas à alimentação.

- Faz muito calor na região e acreditamos que a prova pode ser decidida na parte da hidratação. Por isso, desenvolvemos um sistema de reidratação diferente ao que usamos em outras competições – conta Frederico Gall, o Lico.

E é segredo mesmo. Oskalunga mostraram as caixas com alimento que vão deixar nas áreas de transição (e elas estão recheadas de biscoitos, doces e até potes de Nutella). Porém, a única revelação feita pelo nutricionista da equipe é quanto à quantidade e a forma de utilizar os líquidos.

- Cada um (do quarteto) pode consumir até 12 litros por dia, entre água e isotônicos. E a idéia é beber várias vezes ao dia. A prioridade é berber, não comer. Mas não adianta beber muito de uma vez só para “guardar” líquido – explica Fernando Carvalho.

O novo método (não-revelado) vem sendo desenvolvido em Brasília, onde o nutricionista e os membros da equipe moram. Segundo Carvalho, a experiência adquirida desde o último ano com os corredores de aventura deve virar um livro em 2011.

Mas, além do esquema de transporte e consumo de água, Oskalunga querem inovar também no vestuário. Para correr nas dunas nordestinas, os brasilienses vão usar um tênis “especial”.

- É um calçado Tabajara, que vamos patentear – diverte-se Lico.

Na verdade, é um tênis comum para corredores, mas com adaptações para que a areia das dunas não entre no calçado, pois, em pouco tempo, isso poderia formar bolhas nos pés dos atletas.

Enfim, da organização às equipes, o Mundial de Corrida de Aventura começou repleto de segredos. Resta esperar até quinta-feira para saber se as surpresas virão também na classificação final.


Marcel Merguizo viaja a convite da organização

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